Ministério Público denuncia oito policiais do batalhão de Volta Redonda e vereador por suspeita de crimes de corrupção e associação criminosa. Parlamentar divulga nota

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, através do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, com o auxílio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar, cumpriu no dia passado mandados de busca e apreensão em Volta Redonda e Barra Mansa, em endereços ligados a oito policiais militares denunciados à Justiça por associação criminosa e corrupção passiva.

Também foram cumpridos mandados em endereços do policial militar reformado Welderson da Silva Teixeira, o vereador Dinho, denunciado pelos mesmos crimes e também por extorsão. As denúncias do Ministério Público tiveram origem nas operações “Camará” e “Katitula”, ambas deflagradas pela Polícia Federal de Volta Redonda em parceria com o Ministério Público para apurar a existência de uma associação criminosa voltada para o tráfico de drogas em Volta Redonda. De acordo com a denúncia, os traficantes desempenhavam suas ações com a suposta conivência de policiais militares lotados no batalhão de Volta Redonda. Eles teriam recebido propina para não reprimir o tráfico. Segundo o Ministério Público, gravações telefônicas e mensagens de texto interceptados pela Polícia Federal apontam que o PM Flávio Henrique Ferreira Moreira teria negociado o pagamento de propina pelos traficantes. Dinho, diz a denúncia, é suspeito de, além do recebimento de propina quando estava na ativa, ter ameaçado traficantes para receber vantagens indevidas. Além de Dinho e Flávio Henrique, foram denunciados os policiais militares André da Silva Lamblet e Rodrigo da Silva Theodoro, Luciano Barbosa da Silva, Caio Marcos Silva Nogueira, Ronaldo Marino Venâncio Xavier, Alexandre de Oliveira e Márcio Oliveira Carneiro.  Em nota através de sua assessoria jurídica, o vereador Dinho afirma que “vem adotando medidas para colaborar com o esclarecimento dos fatos, nada tendo a temer em razão da certeza de sua inocência”. Disse ainda que vem “contribuindo com as investigações”.

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